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O CANGAÇO EM FOCO
Desde: 28/02/2011      Publicadas: 854      Atualização: 09/11/2013

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 HISTÓRIAS SERTANEJAS

  12/07/2012
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O MEU TIRADENTES

Oscar, último de pé à esquerda - cabeça de "Pontaria"

O MEU TIRADENTES
O MEU TIRADENTES
Clerisvaldo B. Chagas, 11de julho de 2012.
Crônica Nº 817

"A não ser, porém, as histórias e estórias, o que mais me interessava de Seu Araújo era vê-lo fazendo coronhas de espingardas repletas de xilogravuras. Perdia minutos e minutos, os livros debaixo do braço, olhando aqueles desenhos e aquelas caras que iam ficando em cada coronha. E, somente quando ele próprio me advertia com sua severidade, é que o deixava e seguia para a escola".

Estamos dentro dos vinte e dois anos da 2º edição de "Fruta de Palma (crônicas sertanejas)" do meu escritor santanense predileto, Oscar Silva. Revendo as saborosas crônicas de Oscar (20), vejo a apresentação de L. Lavenere (Gazeta de Alagoas), o prefácio de Tadeu Rocha (Delmiro, o pioneiro de Paulo Afonso), e citações de pessoas como Câmara Cascudo, Rubem Braga e outros. Tive a honra de constar nas páginas das homenagens e reler o livro mais uma das inúmeras vezes (coisa rara de acontecer). E "Fruta de Palma" puxa pelo seu romance "Água do Panema" (não confundir com o nosso, "Ribeira do Panema").

Sargento da elite do 2º Batalhão de Polícia, para combater cangaceiros, Oscar colabora em muito com os nossos livros inéditos "Lampião em Alagoas" e "O boi, a bota e a batina; história completa de Santana do Ipanema". Eu nem era nascido e o homem já era sargento de Zé Lucena. Morava com a avó defronte a casa de meu pai, à Rua Antônio Tavares. Vim conhecer o meu herói que, fugindo às garras da fome, tornou-se sargento, correspondente de jornal, testemunha da cabeça de Virgolino e de outros cangaceiros e expedicionário do sepultamento do corpo do bandido: "Eu vi os pedaços de Lampião", já perto do fim. Oscar venceu na vida tornando-se sargento e depois Coletor Federal, encerrando seus dias na cidade de Toledo. O título desta crônica pertence a ele, bem como o trecho frisado que fala sobre Seu Araújo, um ferreiro santanense querido do povo e que nas horas da necessidade também fazia o papel de dentista. Da página 53 à página 56, o escritor descreve o ferreiro, dentista e contador de estórias, acusando sua morte com esse belíssimo final literário:

"O "33" formou todo alinhado e marchou para o cemitério. Os fuzis "Mauser 1895" encandeavam como espelhos com o sol do sertão. O Brigada Ribeiro puxou da espada e comandou

" Para funeral, preparar!... Carregar!... Apontar!... Fogo!

Os homens do Tiro de Guerra pegaram o caixão de Seu Araújo, coberto com o Pavilhão Nacional, e jogaram-no dentro da cova. Teotônia e Afonsina soluçavam em pranto. Algumas pessoas espremiam os olhos. E eu dizia comigo mesmo:

" Lá morreu meu "Tiradentes!"

O homem era alferes da Guarda Nacional.
  Autor:   Clerisvaldo B. Chagas


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