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O CANGAÇO EM FOCO
Desde: 28/02/2011      Publicadas: 854      Atualização: 09/11/2013

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 MEUS ARTIGOS

  18/06/2011
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Uma tarde com Aristéia.

Meu carinho, satisfação, alegria e admiração por aquela brilhante e inesquecível tarde do dia 14 de junho de 2011, não tem nome nem apelido cangaceiro, tem apenas a denominação reluzente e divina, Aristéia, agora também um dos meus eternos amores"

Uma tarde com Aristéia.
Uma tarde com Aristéia.

Meu carinho, satisfação, alegria e admiração por aquela brilhante e inesquecível tarde do dia 14 de junho de 2011, não tem nome nem apelido cangaceiro, tem apenas a denominação reluzente e divina, Aristéia, agora também um dos meus eternos amores" Acho até que já conhecia há muito aquela comitiva em liderança de Kiko Monteiro, João de Sousa Lima e a nonagenária Aristéia, ex-cangaceira, estrela da tarde que estreou nas ondas da Rádio Aperipê, aqui na minha querida Aracaju" Nossa total compatibilidade e sintonia me dá essa certeza.

Como é bom estar ao lado de pessoas tão especiais!... Pessoas simples, mas de uma importância imensurável na história contada e recontada, feita, refeita e complementada em busca de excelência, em busca da verdade real, em busca dos verdadeiros fatos vividos no tempo do cangaço que fustigaram os quatro cantos dos nossos sertões e que, infelizmente, são desmistificados por alguns historiadores.

Graças ao contato de Kiko Monteiro com o seu amigo e pesquisador Clenaldo Santos agendaram-se em cima da hora uma entrevista no seu programa "Linha Sertaneja" transmitido pela Rádio Aperipê AM e, eu, após ser intimado sob as penas da lei do cangaço, apesar de doente e até sentindo dores em convalescência de um cirurgia, me fiz presente junto com a minha esposa Elane Marques e uma das minhas netinhas, Elane Marques Neta, que radiantes com a linda lucidez e luz que carrega a velha jovem e vaidosa Aristéia, ainda hoje se gabam aos demais familiares e amigos sobre essa tarde e sobre essa oportunidade impar vivida por todos os presentes, comitiva, convidados, radialistas, funcionários da emissora e curiosos, o que me fez tão imperativo e feliz...

Tais singularidades ficarão para sempre na minha mente e no meu coração. Uma tarde inesquecível... Após três dias de estrelato e assedio no 21º Cine Ceará com o filme OS ÚLTIMOS CANGACEIROS a ex-cangaceira Aristéia, volta para sua casa em Delmiro Gouveia nas Alagoas, mas deixa saudades em Aracaju após conquistar novos amigos.

O bate papo no ar em Amplitude e Modulação durou uma hora e meia. Aristéia surpreendeu com a sua descontração até aos próprios familiares acompanhantes, seu filho Pedro e sua nora, riu bastante, embora de maneira tímida, sem estardalhaço, de um dos microfones que teimava em não ficar ereto, assim como, dos elogios e brincadeiras feitos pelo radialista Tuca e demais presentes, também fez rir ao resumir a sua participação no cangaço proveniente do subgrupo de Virginio, em especial, uma história de cunho imperdoável que ela teve com um tal de Porfírio, um cidadão mais feio do que o "cão chupando manga", tão feio quanto malvado e cruel, que vivia a importuná-la nos tempos da sua juventude.

Para finalizar, quero também deixar registrado o meu respeito e admiração pelo escritor João de Sousa Lima, pesquisador e verdadeiro detetive a investigar incansavelmente, descobrindo novos fatos e novas personalidades ainda vivas que viveram a realidade do cangaço, que de certa forma, quer queiram, quer não, mudam os rumos de certas histórias por vezes inventadas e deturpadas por alguns escritores. O João das meninas Durvinha e Aristéia, também demonstra o seu amor platônico por Maria Bonita nas suas escritas. Na sua trajetória de pesquisador, escritor e historiador mostra-se um obstinado policial em busca da verdade absoluta dos fatos, fatos sem máscaras, em água cristalina, com intuito de melhor informar o povo sobre esse tão conflitante quanto empolgante, por vezes misterioso e intrigante tema vivido pelos nossos ancestrais sertanejos, denominado cangaço.

O pernambucano de São José do Egito, baiano de coração, ou melhor, Pauloafonsino de coração, terra do sítio Malhada da Caiçara onde nasceu Maria Bonita, demonstra na sua investigação pertinaz e incansável perquirida sob o sol causticante das caatingas, das rochas e lajedos quentes, das matas com pouco verde e das grutas obscuras, perigosas e silenciosas, em busca de evidencias ou provas nos supostos locais de lutas das volantes com os diversos grupos de cangaceiros, que é no tempo da carreira da profissão escolhida de cada um que se desenvolve o drama da transformação para o alcance da sua melhor capacidade de discernimento. É o que podemos, no âmago, chamar de tirocínio, qual seja: o poder de percepção e faculdade sensorial que vai além dos cinco sentidos habituais para captar detalhes fundamentais em busca de novos fatos, em busca da verdade que ainda teima em emergir de vez em determinados pontos.

O tirocínio do bom profissional, do bom pesquisador, do bom historiador, advindo do discernimento mental de se perceber que alguma coisa está errada, que algo não se encaixa, que alguém está mentindo, que há algo inventado, arquitetado ou montado relativo a determinada ação, está presente nos livros e nas ações determinantes e incisivas de João de Sousa Lima.

Esse grande profissional da literatura cangaceira também demonstra com as suas importantes obras: "Maria Bonita " Diferentes contextos que envolvem a vida da Rainha do Cangaço" (em participação com outros autores); "Lampião em Paulo Afonso"; "A trajetória guerreira de Maria Bonita " A Rainha do cangaço" e "Moreno & Durvinha", além de irreverentes matérias postadas no seu blog, o verdadeiro amor que tem pelos assuntos ligados ao cangaço.

João de Sousa Lima sabe disso tudo e de algo mais, por isso, posso dizer sem medo de errar, que ele além de um excelente escritor, pesquisador e historiador, é de fato esse profissional, um verdadeiro policial investigador, um verdadeiro rastreador em busca do certo que enobrece a classe escritora do cangaço a dar força a minha força para num futuro próximo, também oferecer a minha parcela de contribuição a essa história com um livro pertinente, nos mesmos moldes de uma verdade mais próxima da verdade real.

Bons amigos sempre ficam de modo especial em nossos pensamentos. Fazem parte do nosso dia a dia, mesmo não estando presentes.

Assim, passo aqui com tudo isso, somente para lhes desejar uma linda tarde, uma tarde com Aristéia, na minha ótica, a cangaceira do amor.


Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br


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